Mostrando postagens com marcador suspiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador suspiros. Mostrar todas as postagens

sábado, setembro 21, 2013

Uma memória
de flores
visita-me

sou outra.
Erótica

Solte uma
das mãos
e a outra
leve insônia
breve espanto
lábios
boca

respira o vento
entreaberto na flor
molhada
tua palavra entrando
sem fim
sem dizer
nada

Como se fosse a primeira vez... meu coração batendo, por cima da blusa, dos olhos, do tempo.Assim, repetição sem repetição...como se fosse a primeira vez, ali no chão.
Dias de sereia

Prefiro observar daqui, no meio delas, com as canções calados para quando a noite chegar.As embarcações andam e os deuses, com medo... sonham em sobressaltos.As pedras sempre passam...as pedras são espelhos,retratos.

terça-feira, setembro 17, 2013

Na fotografia
estava o vento
que partia
em dois
o antes e depois

na terra e na flor

domingo, julho 28, 2013

Perdi o sono quando a luz da noite entrou no quarto.Pé ante pé queria o tempo repetido, cada segundo sentido como parto ao contrário.Voltando ao instante antes...assim, meu amor, como enrolar teu cabelo na ponta dos meus dedos.

quinta-feira, março 21, 2013

Som

Não costuro mais as palavras!Visto-as como são.Absolvido das tantas culpas, o tecido é o som... das coisas que nos trazem a fome, do silêncio restou.(Adriana Bandeira)

segunda-feira, março 11, 2013


 Flor de dentro

E eu coloquei esta flor no cabelo para enfeitar a luz do teu rosto moreno ,quando me toma sem querer.Pintei os olhos e a boca... só para ser tua a flor que trago dentro de mim.Não te apresses ...dentro e fora são meus fins.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

E se me prendes esqueço a maré.Lavo as roupas,faço café. Só lembro de ti assim, quando escrevo para ti...língua de antes de mim.
Mar calmo, sem embarcações.Penteio o cabelo perto da alma das pedras,que elas guardam as palavras.Escuto,gravo na cauda e depois...nado assim, como se fosse tudo
Nas luas, como esta...aguardo os peixes que trazem os anzóis.Pescadas as letras, recolhidas em balaios grandes ...são dadas em sacrifíco. Estes deuses aparecem nestas grandes ilhas sem terra e nos matam se lhes oferecemos canções.Assim, canto somente se me pedem, sem medo do próprio amor.

sábado, agosto 04, 2012

 Pertencimento

Pela sombra do telhado, ainda há noite no frio. Sombra no chão desenhada, velha ,estreita,nunca amada...Quem há de dizer: és minha outra a cada vez?

quarta-feira, julho 04, 2012

Se na madrugada confundo lugares...é só por falta de avisar o barco sobre o rumo dos temporais.À ele não é possível dizer!Seguem sempre para o mesmo lugar.São velas na escuridão, castiçais!

segunda-feira, maio 07, 2012

 Dia a dia

A terra se abria na intenção de plantio.Marcava o traço da semente como forma e pão quente, no final de abril.Aos homens que surgiam da terra, ela a esfera,lhes marcava com sangue as mãos.E eles colhiam estrelas nos cestos, nas tardes, no vício de durar uma estação.

  MALÍCIA
Que a voz me perdoe o canto.Não faço por ela mas pela falta que me faz lembrar.
Dentes afiados rasgaram meu corpo desenhando este vão. Fui mordida pela vida.Fora isso, não há perdão.
Era festa o som do silêncio na tarde quente.O porta retrato vazio...a vida pedia mais do que um instante.
Quando é a voz todo o disparo da hora, sai em corte profundo qualquer demora.É leve disfarce a fumaça esguia que dá de presente o vestido do dia. Teu esquecimento encerrou o cigarro na segunda escada da linha.Costuro as imagens, ida e vinda.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Anos de sempre

Nem falei sobre meu dia.Nem disse poesia.Apenas reclinei a cadeira e já iam meus anos a dizer por mim.Que passa a estrada em solo,o grão que vive a queda...para poder germinar.

Cedida

Imagino o vestígio do agora, quando depois de tanto,não se falar mais nada.Vulto qualquer na porta de casa,estranho lugar então.Nem saberei dizer que não moro mais onde me procuras, que não sei mais das tuas quenturas e que nem sou eu mesma, enfim.Imagino teu olhar encontrando caminho, buscando esta, à que me cedi.